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ONU pede a Israel que abandone plano de deslocação forçada de ilegais

A ONU pediu hoje a Israel que abandone um programa que prevê a saída forçada de milhares de migrantes ilegais, maioritariamente africanos, do território israelita até março e a aplicação de penas de prisão em caso de incumprimento.

O programa em questão abrange cerca de 38 mil pessoas, a maioria proveniente da Eritreia e do Sudão.

“O ACNUR pede novamente a Israel que suspenda a sua política de reinstalação de eritreus e de sudaneses na África subsaariana”, declarou o Alto Comissariado das Nações Unidos para os Refugiados (ACNUR), num comunicado.

Para atingir os objetivos definidos no programa, o governo de Telavive oferece a cada migrante que quiser deixar Israel até março 3.500 dólares (2.900 euros) e um bilhete de avião.

A partir dessa data, as autoridades israelitas ameaçam deter os migrantes que não aderirem ao programa.

O plano israelita suscitou indignação quando foi revelado no ano passado, mas voltou agora a estar sob fortes críticas, depois de o primeiro-ministro israelita conservador, Benjamin Netanyahu, ter anunciado na semana passada que o programa de deslocações forçadas de imigrantes já tinha começado.

Em Genebra, o porta-voz do ACNUR, William Spindler, declarou à comunicação social que o programa israelita não é coerente e que está a ser aplicado “de uma maneira não muito transparente”.

Israel não clarificou até à data para quais países estes imigrantes serão enviados, mas reconheceu tacitamente que os sudaneses e os eritreus correm risco de vida se forem devolvidos aos respetivos países.

Segundo ativistas em Israel, o governo de Benjamin Netanyahu terá assinado acordos com o Ruanda e com o Uganda, países que terão aceitado acolher os imigrantes que aceitem sair do território israelita.

O Uganda já desmentiu publicamente a existência de tal acordo e, segundo a ONU, o Ruanda negou igualmente o seu envolvimento.

O porta-voz do ACNUR sublinhou que as Nações Unidas não conseguem intervir enquanto os países alegadamente anfitriões negarem a sua participação no programa.

O ACNUR conseguiu recolher em Roma os testemunhos de 80 pessoas que foram expulsas para o Ruanda ao abrigo deste programa e que voltaram a imigrar e a entrar em Itália, atravessando várias zonas de conflito, como o Sudão do Sul, o Sudão e a Líbia.

“Ao longo do caminho, foram vítimas de abusos, tortura e roubos antes de arriscar as suas vidas novamente no Mediterrâneo”, relatou a agência da ONU.

Ainda em Genebra, William Spindler apelou a Israel para que encontre uma outra solução para resolver a crise migratória, salientando que a ONU está disponível para ajudar na reinstalação de pessoas através dos canais oficiais.

O governo conservador de Benjamin Netanyahu aprovou em novembro passado o encerramento do centro de acolhimento de Holot (sul), localizado no deserto de Neguev, que tinha capacidade até 1.200 pessoas.

www.parstoday.com

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